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=PARA VIVER COM POESIA=

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as
únicas que o vento não consegue levar:
um estribilho antigo, o carinho no momento preciso,
o folhear de um livro,
o cheiro que um dia teve o próprio vento...

=(Mário Quintana - Para Viver Com Poesia)=





...







quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

=Caio Fernando Abreu=


| "E lá vou eu, nas minhas tentativas,
às vezes meio cegas,
às vezes meio burras,
tentar acertar os passos.
Sem me preocupar
se a próxima etapa
será o tombo ou o voo…"

=Caio Fernando Abreu=

OS PATINS.


Numa certa época, houve um menino apaixonado por patins.
| Era tudo o que ele queria na vida. Pediu, implorou, tanto fez que,
| um belo dia, eis que conseguiu! Ficou muito feliz com o par de patins,
| tão feliz que não desgrudava dele um só minuto.
| Era dia e noite, o menino e os patins.
| Só que, no primeiro tombo, no primeiro arranhão, ele ficou com muito medo dos patins
| e resolveu guardá-los. Os patins ainda eram a coisa que ele mais queria naquele momento.
| O que ele mais gostava de fazer era estar com eles. Mas ele preferiu não arriscar
| e não usá-los mais, pois poderia se machucar, se ferir.
| O tempo foi passando, e os patins guardados. Passaram-se anos e o garoto esqueceu os patins.
| Então, em um belo dia, ele se lembra, sente tanta saudade daqueles patins!
| Resolve recuperar o tempo perdido. Vai até o armário, revira tudo e, finalmente,
| encontra-os. Corre para calçá-los e, aí, tem uma surpresa: os patins não cabem mais nos seus pés.
| O menino, acometido de uma profunda tristeza, chora e lamenta os anos perdidos,
| lamenta o que não vai mais poder recuperar. É claro que ele poderia comprar outro par,
| mas nunca seriam iguais àqueles.
| Aqueles patins eram especiais para o menino, eram únicos. Por mais que comprasse patins novos,
| nenhum outro seria igual àqueles que ficaram guardados tão somente por falta de coragem de
| continuar tentando.
| Bem... As pessoas são assim, como o menino da história...
| Guardamos sentimentos com medo de vivê-los, com medo de nos machucar, e depois,
| quando resolvemos retomar estes sentimentos, quando sentimos saudade do que eles nos
| proporcionavam, provavelmente eles já passaram de sua melhor fase, que foi interrompida,
| se perdeu ou não serve mais.
| Deixe os traumas de lado, os ressentimentos e os medos e viva o dia de hoje! O que importa
| é o presente...é ser feliz! Não guarde seus patins!
| (A.D)

=Rubem Alves=


| "Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata.
| Quem tenta ajudar um broto a sair da semente o destrói.
| Há certas coisas que não podem ser ajudadas.
| Tem que acontecer de dentro para fora."
|
| =Rubem Alves=

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

SORRIA.


Sorria, embora seu coração esteja doendo
Sorria, mesmo que ele esteja partido
Quando há nuvens no céu
Você sobreviverá...

Se você apenas sorri
Com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã

Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas...
Ilumine sua face com alegria
Esconda todo rastro de tristeza
Embora uma lágrima possa estar tão próxima
Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas...

Se você sorri
Com seu medo e tristeza
Sorriso e talvez amanhã
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir...

Este é o momento que você tem que continuar tentando
Sorria, pra que serve o choro
Você descobrirá que a vida ainda vale a pena
Se você apenas Sorrir

_________Charles Chaplin_____

_________Charles Chaplin_____


Não fique triste quando ninguém notar o que fez de bom
Afinal...
O sol faz um enorme espetaculo ao nascer,e mesmo assim,
a maioria de nós continua dormindo.

_________Charles Chaplin_____

_________Charles Chaplin_____


Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

_________Charles Chaplin_____

O Caminho da Vida.=Charles Chaplin=


O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza,
porém nos extraviamos.

A cobiça envenenou a alma dos homens...
levantou no mundo as muralhas do ódios...
e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a
miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados
dentro dela. A máquina, que produz abundância,
tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência,
empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade.
Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura.
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

=Charles Chaplin=

=Charles Chaplin=


Não preciso me drogar para ser um gênio;
Não preciso ser um gênio para ser humano;
Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.

=Charles Chaplin=

=Charles Chaplin=


Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.

=Charles Chaplin=

=Charles Chaplin=


A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente,
antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

=Charles Chaplin=

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O ROMANCE D´A PEDRA DO REINO E O PRINCÍPE DO SANGUE DO VAI-E-VOLTA, = de Ariano Suassuana:=


Ave Musa incandescente
do deserto do Sertão!
Forje, no Sol do meu Sangue,
o Trono do meu clarão:
cante as Pedras encantadas
e a Catedral Soterrada,
Castelo deste meu Chão!

Nobres Damas e Senhores
ouçam meu Canto espantoso:
a doida Desaventura
de Sinésio, O Alumioso,
o Cetro e sua centelha
na Bandeira aurivermelha
do meu Sonho perigoso!

= de Ariano Suassuana:=

Bio_Biografia de Ariano Suassuna.


Ariano Villar Suassuna nasceu no dia 16/06/1927 no Palácio da Redenção, na Paraíba(PB). Oitavo filho dos nove irmãos, seu pai, João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna, era governador da Paraíba. Sua mãe chamava-se Rita de Cássia Dantas Villar. Três anos depois, então deputado federal, o pai do autor é assassinado no centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ). A fim de evitar inimigos, a família muda-se constantemente. Em 1933, mudam-se para Taperoá, no sertão dos Cariris Velhos da Paraíba.
De 1934 a 1937, inicia seus estudos e entra para o internato do Colégio Americano Batista, no Recife. Após concluir o curso Clássico, começa o curso de Direito.

Em 1947, escreveu sua primeira peça teatral, "Uma mulher vestida de sol", e ganhou o prêmio Nicolau Carlos Magno. Continua escrevendo para teatro, sempre elogiado, até que, em 1955, escreve um de seus inúmeros sucessos, "Auto da Compadecida", texto baseado em três narrativas do Romanceiro nordestino.
Casa-se, em 1957, com Zélia de Andrade Lima, que lhe deu 6 filhos. Tem 13 netos.
Em 1958, começa a escrever "Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta". Estuda Filosofia na Universidade Católica de Pernambuco. Já famoso, funda, ao lado de Hermilo Borba Filho, o Teatro Popular do Nordeste.
Em 1964, publica "O santo e a porca". Membro fundador do Conselho Nacional de Cultura; Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco, começa a articular o Movimento Armorial, que defenderia a criação de uma arte erudita nordestina a partir de suas raízes populares.
Em 1970, conclui o "Romance d'A Pedra do Reino". Com um concerto "Três séculos de música nordestina — do Barroco ao Armorial" — e uma exposição de gravuras, pinturas e esculturas, lança no Recife, em 18 de outubro, o Movimento Armorial.
"A Pedra do Reino" sai em agosto de 1971. No ano seguinte, ganha o Prêmio Nacional de Ficção do Instituto Nacional do Livro. Eleito para ocupar a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, toma posse no dia 09/08/1990.
Em São José do Belmonte (PE), no ano de 1993, realiza-se em maio a primeira festa da Pedra do Reino, uma cavalgada na qual os participantes, posteriormente, passariam a usar trajes como os descritos no romance.
Em 1995 é nomeado, pelo governador Miguel Arraes, secretário estadual da Cultura.
Estréia, em 1996, no Teatro do Parque, no Recife, a série "Grande cantoria", aula espetáculo que reúne violeiros e repentistas. O biografado, ao violão, cantou um romance de inspiração sebastianista que aprendera na infância.
A peça "A história de amor de Romeu e Julieta" é publicada no suplemento "Mais!" do jornal "Folha de São Paulo", em 1997. No ano seguinte, participa do lançamento do CD "A poesia viva de Ariano Suassuna".
"O Auto da Compadecida" é exibida em quatro capítulos pela Rede Globo de Televisão, em 1999.
Em 2000, escritor recebe o título de doutor honoris causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil, apresenta no canal GNT o programa "Folia Geral", sobre as origens do carnaval. Toma posse, no dia 09 de outubro, na cadeira 35 da Academia Paraibana de Letras.
Ao completar 80 anos de idade, em 2007, o autor foi homenageado em todo o Brasil pela grandeza de sua trabalho.
OBRAS:

Teatro:
Uma mulher vestida de sol (1947), Recife, Imprensa Universitária, 1964. Especial da Rede Globo de Televisão, 1994.
Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) (1948). Peça em um ato. Inédita.
Os homens de barro (1949). Peça em 3 atos. Inédita.
Auto de João da Cruz (1950). Prêmio Martins Pena. Peça inspirada em três folhetins da literatura de cordel. Inédita.
Torturas de um coração (1951). Peça para mamulengos.
O arco desolado (1952).
O castigo da soberba (1953). Entremês popular em um ato.
Auto da Compadecida (1955). Medalha de ouro da Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Rio de Janeiro, Livraria Agir, 1957; 34ª. ed., Agir, 1999. Estréia no cinema, 1969. Mini-série da Rede Globo de Televisão, 1994, e no cinema, 2000.
O desertor de Princesa (reescritura de Cantam as harpas de Sião), 1958. Inédita.
O casamento suspeitoso (1957). Encenada em São Paulo pela Cia. Sérgio Cardoso. Recife, Igarassú, 1961. Rio de Janeiro, José Olympio, 1974, junto com O santo e a porca, 8ª edição, 1989.

O santo e a porca, imitação nordestina de Plauto (1957). Recife, Imprensa Universitária, 1964. Medalha de ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais. Rio de Janeiro, José Olympio, 1974, junto com O casamento suspeitoso, 8ª edição, 1989.
O homem da vaca e o poder da fortuna (1958). Entremês popular.
A pena e a lei (1959). Peça em três atos.Premiada no Festival Latino-Americano de Teatro em 1969. Rio de Janeiro, Agir, 1971, 4ª ed., 1998.
Farsa da boa preguiça (1960). Estampas de Zélia Suassuna. Peça em três atos. Rio de Janeiro, José Olympio, 1974, 2ª ed., 1979. Episódio de Terça Nobre, Rede Globo de Televisão, 1995.
A caseira e a Catarina (1962). Peça em um ato. Inédita.
As conchambranças de Quaderna (1987). Estréia no Teatro Waldemar de Oliveira, Recife, 1988.
A história de amor de Romeu e Julieta. Suplemento “Mais”, da Folha de São Paulo”, 1997.
Ficção:

A história de amor de Fernando e Isaura. Romance inédito, 1956.
Romance d`A pedra do reino e o príncipe do sangue vai-e-volta. Romance armorial-popular. Nota de Rachel de Queiroz. Posfácio de Maximiano Campos. Rio de Janeiro, Borsoi, 1971. 2ª ed., Rio de Janeiro, José Olympio, 1972. Adaptação teatral por Romero e Andrade Lima, 1997.
As infâncias da Quaderna. Folhetim semanal do Diário de Pernambuco, 1976-77.
História d`O rei degolado nas caatingas do sertão / Ao sol da Onça Caetana. Romance armorial e novela romançal brasileira. Com estudo de Idelette Muzart F. dos Santos. Rio de Janeiro, José Olympio, 1977. Fernando e Isaura (1956). Recife, Bagaço, 1994.
Outras obras:
O pasto incendiado (1945-70). Livro inédito de poemas.
Ode. Recife, O Gráfico Amador, 1955.
Coletânea de poesia popular nordestina. Romances do ciclo heróico. Recife, Deca, 1964.
O Movimento Armorial. Recife, UFPe, 1974.
Iniciação à estética. Recife, UFPe, 1975.
A Onça Castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira (tese de livre-docência em História da Cultura Brasileira). Centro de Filosofia e Ciências Humanas, UFPe, 1976.
Sonetos com mote alheio. Recife, edição manuscrita e iluminogravada pelo autor, 1980.
Sonetos de Albano Cervonegro. Recife, edição manuscrita e iluminogravada pelo autor, 1985.
Seleta em prosa e verso. Estudos, comentários e notas do Prof. Silviano Santiago. Rio de Janeiro, José Olympio / INL. 1974 (coleção Brasil Moço).
Poemas. Seleção, organização e notas de Carlos Newton Júnior. Recife, Universidade Federal de Pernambuco / Editora Universitária, 1999.
CD – Poesia viva de Ariano Suassuna. Recife, Ancestral, 1998.
Obra traduzida:
Para o alemão
Das Testament de Hundes oder das Spiel von Unserer Leiben Frau der Mitleidvollen (Auto da Compadecida). Tradução de Willy Keller St. Gallen / Wuppertal. Edition diá, 1986.
Der Stein des Reiches oder die Geschichte des Fürsten vom Blut des Geh-und-kehr-zurück (Romance d'A Pedra do Reino e o píncipe do sangue do Vai-e-Volta). Tradução e notas de Georg Rudolf Lind. Sttutgart, Hobbit Presse/Kllett-Cotta, 1979, 2a ed., 1988.
Para o espanhol
Auto de la Compadecida. Adaptação e tradução de José María Pemán. Madri, Ediciones Alfil, 1965.
El anto y la chancha (O santo e a porca). Tradução de Montserrat Mira. Buenos Aires, Losangue, 1966.
Para o francês
Le jeu de la Miséricordieuse ou Le testament du chien (Auto da Compadecida). Tradução de Michel Simon. Paris, Gallimard, 1970.
La Pierre du Royaume: version pour européens et brésiliens de bom sens (Romance d'A Pedra do Reino). Tradução de Idelette Muzart Fonseca dos Santos. Paris, Editions Métailié, 1998.
Para o holandês
Her testament van den hond (Auto da Compadecida). Tradução de J.J. van den Besselaar. Nederlandse, Nos Leekenspel, Bussum, 1966.
Para o inglês
The rogue's trial (O santo e a porca).Tradução de Dillwyn F. Ratcliff. Berkeley/ Los Angeles, University of California Press, 1963.
Para o italiano
Auto da Compadecida. Tradução de L. Lotti. Forli, Nuova Compagnia, 1992.
Para o polonês
História o milosiernej czyli testament psa (Auto da Compadecida). Tradução de Witold Wojciechowski e Danuta Zmij. Dialog. Rok IV Pazdziernik 1959, NR 10 (42), pp. 24-64.
Sobre Ariano Suassuna:
Dissertações e teses, artigos em jornais, livros e ensaios incluídos em livros encontram-se relacionados nos Cadernos de Literatura Brasileira - Número 10, novembro de 2000.
O poema ora apresentado foi o primeiro que, para surpresa de Suassuna, foi publicado em 07/10/1945 no suplemento cultura do "Jornal do Commercio", segundo consta levado por seu professor, Tadeu Rocha, a Esmaragdo Maroquim, editor do suplemento. Extraído do livro "Ariano Suassuna - Um perfil biográfico", de Adriana Victor e Juliana Lins, Editora Zahar - 2007, pág. 50. A versão apresentada, de 1950, apresenta pequenas modificações em relação ao poema publicado em 1945.
Dados obtidos nos Cadernos de Literatura Brasileira, publicação do Instituto Moreira Salles, nº 10, de novembro de 2000, e no site da Academia Brasileira de Letras.

Os mortos =Ferreira Gullar=


os mortos vêem o mundo
pelos olhos dos vivos

eventualmente ouvem,
com nossos ouvidos,

certas sinfonias

algum bater de portas,

ventanias
Ausentes

de corpo e alma
misturam o seu ao nosso riso

se de fato

quando vivos

acharam a mesma graça

De Muitas Vozes (1999)

Traduzir-se =Ferreira Gullar=


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

De Na Vertigem do Dia (1975-1980)

Aprendizado =Ferreira Gullar=


Do mesmo modo que te abriste à alegria

abre-te agora ao sofrimento

que é fruto dela

e seu avesso ardente.

Do mesmo modo

que da alegria foste


ao fundo

e te perdeste nela

e te achaste

nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas

e em tua carne vaporize

toda ilusão

que a vida só consome
o que a alimenta.

De Barulhos (1980-1987)

Cantiga para não morrer =Ferreira Gullar=


Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

=Ferreira Gullar=

Bio-bibliografia =Ferreira Gullar=


Nascido em São Luís do Maranhão, em 1930, o poeta Ferreira Gullar — no cartório, José Ribamar Ferreira — estreou em poesia em 1949 com o livro Um Pouco Acima do Chão. Em 1951 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar como jornalista.
As experimentações gráficas contidas em seu livro A Luta Corporal (1954) motivaram sua aproximação com os poetas paulistas Décio Pignatari e os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, que lançariam mais tarde o movimento da poesia concreta (1956). Inicialmente, Gullar participou do movimento, mas afastou-se em 1959 para criar o grupo neoconcretista.
No início dos anos 60, o poeta dedica sua poesia mais a temas sociais e ao engajamento político. Como frutos dessa virada, ele escreve os poemas de cordel João Boa-Morte, Cabra Marcado para Morrer e Quem Matou Aparecida?. Em 1964, ele filia-se ao Partido Comunista Brasileiro. Em 1971, com o recrudescimento da ditadura militar, partiu para o exílio (Rússia, Chile e Argentina), de onde retornou em 1977. Na Argentina, Ferreira Gullar escreveu o Poema Sujo, livro lançado em 1976, com o poeta ainda no exílio.
Na opinião de alguns críticos, Ferreira Gullar é atualmente uma das vozes mais expressivas da poesia brasileira. Um traço forte da obra desse maranhense-carioca é a alta taxa de vida imediata que se pode encontrar em seus versos. E, claro, não me refiro ao trabalho mais marcadamente engajado. Falo de poemas como "Meu Pai" e, a rigor, de toda a seleção apresentada aqui.
As modulações variam. Vão desde a suavidade nostálgica e ingênua de "Cantiga para não Morrer" até as reflexões maduras contidas em "Aprendizado" e em "Os Mortos". No conhecido poema "Traduzir-se", o poeta se define: "Uma parte de mim / é só vertigem: / outra parte, / linguagem."
No caso de Ferreira Gullar, a linguagem vai além do horizonte das palavras, pois o poeta é também crítico de arte e pinta quadros, faz desenhos e colagens. É o que ele chama de seu "lado B". Alguns de seus trabalhos nessa área podem ser vistos em seu site oficial: http://portalliteral.terra.com.br/ferreira_gullar/

Acaso = Álvaro de Campos =(Fernando Pessoa)


No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.

Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.

Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.

Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!

Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?

Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...

Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.

Ricardo Reis =A Abelha= ( Fernando Pessoa)


A abelha que, voando, freme sobre
A colorida flor, e pousa, quase
Sem diferença dela

À vista que não olha,
Não mudou desde Cecrops.
Só quem vive
Uma vida com ser que se conhece
Envelhece, distinto
Da espécie de que vive.

Ela é a mesma que outra que não ela.
Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó morte!
_Mortalmente compramos
Ter mais vida que a vida.

=Ricardo Reis=

Ricardo Reis =Acima da Verdade=(Fernando Pessoa).


Acima da verdade estão os deuses
A nossa ciência é uma falhada cópia
Da certeza com que eles
Sabem que há o Universo.

Tudo é tudo, e mais alto estão os deuses,
Não pertence à ciência conhecê-los,
Mas adorar devemos
Seus vultos como às flores,

Porque visíveis à nossa alta vista,
São tão reais como reais as flores
E no seu calmo Olimpo
São outra Natureza.

=Alberto Caeiro=O Guardador de Rebanhos (Fernando Pessoa)


1- O Guardador de Rebanhos
I
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa

E é o que deve estar na alma Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.

E se desejo às vezes,
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.

Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé de uma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural –
Por exemplo, a árvore antiga
Á sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.

II
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo comigo
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo.

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar..
.
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

BIOGRAFIA DE =Fernando Pessoa = =Alberto Caeiro=


- Alberto Caeiro, Heterônimo de Fernando Pessoa (Resumo).

Considerado o mestre dos demais heterônimos e o próprio ortônimo de Fernando Pessoa, calmo, naturalmente conciliado consigo mesmo e com o mundo, Alberto Caeiro possui a mansidão e a sabedoria que os outros invejam. Aproxima-se da postura do Zen Budismo. Para Caeiro, o importante é ver e ouvir: "A sensação é tudo (...) e o pensamento é uma doença".
Alberto Caeiro é o mais objetivo dos heterônimos. Busca o objetivismo absoluto, eliminando todos os vestígios da subjetividade. É o poeta que se volta para a fruição direta da Natureza; busca "as sensações das coisas tais como são". Opõe-se radicalmente ao intelectualismo, à abstração, à especulação metafísica e ao misticismo. Neste sentido, é o antípoda de Fernando Pessoa "ele-mesmo", é a negação do mistério, do oculto.
Coerente com a posição materialista, antiintelectualista, adota uma linguagem simples, direta, com a naturalidade de um discurso oral. Os versos simples e diretos, próximos do livre andamento da prosa, privilegiam o nominalismo, a "sensação das coisas tais como são". É o menos "culto" dos heterônimos, o que menos conhece a Gramática e a Literatura. Mas, sob a aparência exterior de uma justaposição arbitrária e negligente de versos livres, há uma organização rítmica cuidada e coerente. Caeiro é o abstrador paradoxalmente inimigo de abstrações; daí a secura e pobreza lexical de seu estilo.
A obra em estudo, Poemas Completos de Alberto Caeiro, traz um prefácio de Ricardo Reis (outro heterônimo de Fernando Pessoa, já comentado nesse estudo) que salienta o seguinte:
"Ignorante da vida e quase ignorante das letras, quase sem convívio nem cultura, fez Caeiro a sua obra por um progresso imperceptível e profundo, como aquele que dirige, através das consciências inconscientes dos homens, o desenvolvimento lógico das civilizações. Foi um progresso de sensações, ou, antes, de maneiras de as ter, e uma evolução íntima de pensamentos derivados de tais sensações progressivas.
Por uma intuição sobre-humana, como aquelas que fundam religiões para sempre, porém a que não assenta o título de religiosa, por isso que como o sol e a chuva, repugna toda a religião e toda a metafísica, este homem descobriu o mundo sem pensar nele, e criou um conceito do universo que não contém meras interpretações. Pensei, quando primeiro me foi entregada a empresa de prefaciar estes livros, em fazer um largo estudo, crítico e excursivo, sobre a obra de Caeiro e a sua natureza e destino fatal.
Tentei com abundância escrevê-lo. Porém não pude fazer estudo algum que me satisfizesse. Não se pode comentar, porque se não pode pensar, o que é directo, como o céu e a terra; pode tão-somente ver-se e sentir-se. Toda obra fala por si, [...] quem não entende não pode entender, e não há pois que explicar-lhe."
Ainda, no prefácio, Reis afirma que a obra é dedicada, por desejo do próprio autor, à memória de Cesário Verde. Fernando Pessoa em sua carta a Adolfo Casais Monteiro afirma sobre Alberto Caeiro: "Caeiro nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão nem educação quase alguma... Era louro sem cor, olhos azuis; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia-avó. Morreu de tuberculose em 1915".
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Sobre o autor

Fernando Antônio Nogueira Pessoa nasceu em 13 de junho de 1888 em Lisboa. Em 1893 morre seu pai e em 1894, seu irmão, Jorge. No ano seguinte, sua mãe casa-se com João Miguel Rosa, cônsul português em Durban, na África do Sul. Em 1896, a família parte para Durban onde Fernando Pessoa estuda e aprende o inglês. Em 1905, ele regressa definitivamente a Lisboa, com intenção de se inscrever no Curso Superior de Letras. Lê Shakespeare, Wordsworth e filósofos gregos e alemães. Toma contato com a poesia francesa, especialmente a de Baudelaire e lê os poetas portugueses Cesário Verde e Camilo Pessanha. Em 1907, abandona o curso superior e monta uma tipografia que mal chega a funcionar. No ano seguinte, começa a trabalhar como correspondente estrangeiro em casas comerciais, profissão que exerceu até a morte. Pessoa escolhe uma vida discreta, mas livre, sem obrigações fixas, nem horários.
Em 1912, Pessoa inicia sua colaboração na revista A Águia. Inicia correspondência com Mário de Sá-Carneiro que, de Paris, manda a Pessoa notícias do Cubismo e do Futurismo. Pessoa escreve, em inglês, o poema Epithalamiun e, em português, o drama O Marinheiro. Vai elaborando o projeto de vários livros e traz um novo movimento: o Paulismo, tudo isso no ano de 1913. No ano seguinte, publica Paúis, sob o título de Impressões do Crepúsculo e aparecem os heterônimos*: Alberto Caeiro e seus discípulos Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Fernando Pessoa compõe Ode Triunfal, encaminhando-se para o Sensacionismo e para o Futurismo, sob o heterônimo de Álvaro de Campos. Compõe ainda Chuva Oblíqua (poesia ortonímica), delineando o Interseccionismo.
Em 1915, surge a revista Orpheu, marco do Modernismo em Portugal. O primeiro número, dirigido por Luís Montalvor e Ronald de Carvalho, publica os poemas Ode Triunfal e Opiário (Álvaro de Campos) e O Marinheiro (Fernando Pessoa). No segundo número, saem Chuva Oblíqua e Ode Marítima. No mesmo ano, Fernando Pessoa inicia-se no esoterismo, traduzindo um Tratado de Teosofia. Em 1919, escreve Poemas Inconjuntos, assinados por Alberto Caeiro, apesar deste ter morrido em 1915. Em 1920, Pessoa passa a morar com sua mãe, que regressara, viúva, da África do Sul. Ela falece em 1925. Cinco anos depois, Pessoa escreve mais poemas, assinados por seus heterônimos. Em 1934, publica Mensagem, livro de poemas de cunho místico-nacionalista, única obra em português publicada em vida. Em 1935, no dia 30 de novembro, no Hospital São Luís, em Lisboa, morre Fernando Pessoa.

*Os heterônimos (diz-se de autor que publica um livro sob o nome verdadeiro de outra pessoa)
Os principais heterônimos de Fernando Pessoa são:
• Alberto Caeiro, nascido em Lisboa em 16 de abril de 1889.
• Ricardo Reis, nascido no Porto em 19 de setembro de 1887.
[Snippet not found: '/Quad_MDL_'] • Álvaro de Campos, nascido em Tavira em 15 de outubro de 1890.
Como Alberto Caeiro será matéria de nosso estudo, daremos um breve perfil dos outros dois em seguida:
1- Ricardo Reis – representa a vertente clássica ou neoclássica da criação de Fernando Pessoa. Sua linguagem é contida, disciplinada. Seus versos são, geralmente, curtos, tendendo à vernaculidade e ao formalismo. Tem consciência da fugacidade do tempo; apóia-se na mitologia greco-romana; apresenta-nos uma musa (Lídia) e, filosoficamente, é adepto do estoicismo e do epicurismo (saúde do corpo e da mente, equilíbrio, harmonia) para que se possa aproveitar a vida, mas sem exageros, sossegadamente, porque a morte está à espreita. Médico que se mudou para o Brasil.
2- Álvaro de Campos – é o lado "moderno" de Fernando Pessoa, caracterizado por uma vontade de conquista, por um amor à civilização e ao progresso, por uma linguagem de tom irreverente. Essa modernidade tem ligações claras com o cosmopolita Cesário Verde, com Walt Whitman e com o Futurismo. Sentindo e intelectualizando suas sensações (sentir e pensar), Campos percebe a impossibilidade de não pensar, observa criticamente o mundo e a si próprio, angustiando-se diante do tempo inexorável e do absurdo da vida. Apresenta-se como o engenheiro inativo, inadaptado, inconciliado, com consciência crítica.
Análise da obra Selecionamos alguns dos principais poemas de Alberto Caeiro e tomamos por base a obra Poesia de Alberto Caeiro, da Companhia das Letras, que traz a publicação completa dos textos do poeta.
Os poemas de Alberto Caeiro compõem-se de três partes: O Guardador de Rebanhos, O Pastor Amoroso e Poemas Inconjuntos.

O IDIOTA...


Conta-se que numa cidade do interior um
grupo de pessoas se
divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado,
de pouca inteligencia, vivia de pequenos
biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota
ao bar onde se reuniam e ofereciam a
ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS
e outra menor, de 2.000 REIS.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo
de risos para todos. Certo dia,
um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda nao
havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei respondeu
o tolo assim: Ela vale cinco vezes menos,
mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e nao
vou mais ganhar minha moeda.

Pode-se tirar varias conclusoes dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua
fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não
tem uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim,
quem realmente somos.
O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota,
diante de um idiota que banca o inteligente —

=Desconheço o autor=

O amor dá voltas ao mundo e por isso às
vezes demora um pouco à chegar...mas
chega, sempre chega!

(Mell Glitter)

(Fernando Pessoa)


"Ofereço uma rosa
Àqueles que sorriram comigo
Àqueles que comigo partilharam lágrimas
Àqueles que souberam da minha existência
Ofereço uma simples rosa
Àqueles que simplesmente foram amigos
Que ternamente fizeram do silêncio sair sons
Que cantaram comigo
Que me olharam
E ouviram o que eu tinha para dizer
Esta rosa é para você."

(Fernando Pessoa)

_________Charles Chaplin________


A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo,
sem tirá-las do meu coração,
sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las
que sou diferente do que elas pensam, calar-me para ouvir,
aprender com meus erros, afinal,
eu posso ser sempre melhor!
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar,
a abrir minhas janelas para o amor.
E não temer o futuro, A lutar contra as injustiças.
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas
dores para o mundo.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar..

_________Charles Chaplin________

domingo, 19 de janeiro de 2014

Poemas de Clarice Lispector =Clarice Lispector=


Sou uma filha da natureza: quero pegar,
sentir, tocar, ser. E tudo isso já faz
parte de um todo, de um mistério. Sou uma só...
Sou um ser. E deixo que você seja.
Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale
a pena. Mesmo que doa.
Dói só no começo.

=Clarice Lispector=

Amor à Terra =Clarice Lispector=


Laranja na mesa.
Bendita a árvore
que te pariu.

=Clarice Lispector=

Mas há a vida =Clarice Lispector=


Mas há a vida que é para ser intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.

=Clarice Lispector=

Poemas de =Clarice Lispector=


...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim
me sentir como se estivesse plena de tudo.

=Clarice Lispector=

Estrela perigosa =Clarice Lispector=


Estrela perigosa Rosto ao vento
Marulho e silêncio leve porcelana
templo submerso trigo e vinho tristeza de
coisa vivida árvores já floresceram o sal
trazido pelo vento conhecimento por encantação
esqueleto de idéias ora pro nobis Decompor a
luz mistério de estrelas paixão pela exatidão
caça aos vagalumes. Vagalume é como orvalho
Diálogos que disfarçam conflitos por explodir
Ela pode ser venenosa como às vezes o cogumelo é.
No obscuro erotismo de vida cheia nodosas raízes.
Missa negra, feiticeiros. Na proximidade de fontes,
lagos e cachoeiras braços e pernas e olhos, todos
mortos se misturam e clamam por vida. Sinto a falta
dele como se me faltasse um dente na frente: excrucitante.
Que medo alegre, o de te esperar.

=Clarice Lispector=

Saudade =Clarice Lispector=


audade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda
que a presença é pouco:
quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para
uma unificação inteira é um dos
sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

=Clarice Lispector=

Dá-me a tua mão =Clarice Lispector=


Dá-me a tua mão: Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo que sempre
foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei naquilo que existe entre
o número um e o número dois, de como
vi a linha de mistério e fogo, e que é
linha sub-reptícia. Entre duas notas de
música existe uma nota, entre dois fatos
existe um fato, entre dois grãos de areia por
mais juntos que estejam existe um intervalo
de espaço, existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo que é a respiração
do mundo, e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.

=Clarice Lispector=

Nossa Truculência =Clarice Lispector=


Quando penso na alegria voraz com que
comemos galinha ao molho pardo, dou-me
conta de nossa truculência. Eu, que seria
incapaz de matar uma galinha, tanto gosto
delas vivas mexendo o pescoço feio e procurando
minhocas. Deveríamos não comê-las e ao seu sangue?
Nunca. Nós somos canibais, é preciso não esquecer.
E respeitar a violência que temos. E, quem sabe,
não comêssemos a galinha ao molho pardo, comeríamos
gente com seu sangue. Minha falta de coragem de matar
uma galinha e no entanto comê-la morta me confunde,
espanta-me, mas aceito. A nossa vida é truculenta:
nasce-se com sangue e com sangue corta-se a união
que é o cordão umbilical. E quantos morrem com sangue.
É preciso acreditar no sangue como parte de nossa vida.
A truculência. É amor também.

=Clarice Lispector=

Precisão =Clarice Lispector=


O que me tranquiliza é que
tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for
do tamanho de uma cabeça de
alfinete
não transborda
nem uma fração de milímetro
além do tamanho de
uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma
grande exatidão. Pena é que a
maior parte do que
existe com essa exatidão nos é
tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto
das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

=Clarice Lispector=

Rifa =Clarice Lispector=


Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista.
Um coração como poucos. Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado,
meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar
sonhos, e cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca
desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado,
coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...
"não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...
". Um idealista... Um verdadeiro sonhador... Rifa-se um coração
que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança
de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda
o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso
suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo
em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo. Rifa-se este desequilibrado
emocional que, abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser
alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado
indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os
que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o
seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para
São Pedro na hora da prestação de contas: " O Senhor poder conferir", eu fiz tudo
certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando
ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a
envelhecer". Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco
mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não
maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro
caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de
defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que
convence seu usuário a publicar seus segredos e, a ter a petulância de se
aventurar como poeta.

= Clarice Lispector =

Sonhe com aquilo que você quiser = Clarice Lispector =


Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância
das pessoas que passam por suas vidas.

= Clarice Lispector =

Clarice Lispector » Tudo é o olhar


Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

=Clarice Lispector=

Rubens Paiva in A Ostra e a Pérola.



"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"...
As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor,
resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável
no interior da ostra,
como um parasita ou um grão de areia.
A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa
chamada nácar.
Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a
trabalhar e cobrem
o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo
indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não
foi ferida, de algum modo,
não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada...
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?
Você já sofreu os duros golpes do preconceito?
Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola !!!
Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam
por esse tipo de movimento.
A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos,
deixando as feridas abertas,
alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e,
portanto, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "Ostras Vazias",
não porque não tenham sido feridas,
mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar
a dor em amor.
Um sorriso fala mais que mil palavras...

*Rubem Alves in Ostra Feliz Não Faz Pérola
ou
Rubens Paiva in A Ostra e a Pérola.

(Desconheço Autor)



Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação
e era muito
estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia,
um conhecido do
grande filósofo aproximou-se dele e disse:
-Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir a cerca
daquele teu amigo?
- Espera um minuto - respondeu Sócrates
- Antes que me digas alguma coisa,
gostaria de te fazer um teste.
Chama-se o "Teste do Filtro Triplo".
- Filtro Triplo? - Sim - continuou Sócrates
- Antes que me fales do meu amigo talvez fosse
uma boa idéia parar
um momento e filtrar aquilo que vais dizer.
Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo.
E continuou:
- O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza
absoluta de que aquilo que
me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?
- Não - disse o homem - o que acontece é que eu
ouvi dizer que... - Então -
diz Sócrates - não sabes se é verdade.
- Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE...
O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?
- Não, muito pelo contrário...
- Então - continuou Sócrates - Queres dizer-me algo mau
sobre ele e ainda por
cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser
que ainda passes o terceiro filtro.
- O último filtro é UTILIDADE...
- O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?
- Não, acho que não...
- Bem
- concluiu Sócrates... - se o que me dirás não é nem bom, nem útil e
muito menos verdadeiro, para quê dizer-me?
Usemos o Triplo Filtro na nossa vida diária, cada vez que formos
falar sobre alguém.

(Desconheço Autor)

♥DEFICIÊNCIAS.♥ (A.D)


♥DEFICIÊNCIAS.♥
Já andei por tantos caminhos e já vivi tantas coisas,
que hoje vejo que o preconceito e discriminação estão
em cada um de nós, e cabe a nós quebrá-los para
que possamos viver numa sociedade mais justa e humana.
Hoje posso afirmar que:
"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida,
aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive,
sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer
de frio, de fome, de miséria.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo
de um amigo, ou o apelo de um irmão.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente
e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção
daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

(A.D)

=Albert Einstein.=


"Sabemos como é a vida: num dia dá tudo certo e no outro
as coisas já não são tão perfeitas assim. Altos e baixos fazem
parte da construção do nosso caráter. Afinal, cada momento,
cada situação, que enfrentamos em nossas trajetórias é um desafio,
uma oportunidade única de aprender, de se tornar uma pessoa melhor.
Só depende de nós, das nossas escolhas...
Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado.
Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente.
Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência,
cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que
já não sou a mesma de ontem me faz perceber que valeu a pena.
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso.
O sucesso é só conseqüência !"

=Albert Einstein.=

=Julio Camargo=


A vida é uma viagem a três estações:
ação, experiência e recordação.

=Julio Camargo=

=Letícia Thompson=


Construa seu mundo com aquilo que ele te oferece,
colocando você mesmo as cores que quiser.
Não dependa dos outros para ser feliz ou infeliz,
mas viva a sua vida como verdadeiro dono dela.
O poder de ser feliz ou infeliz está nas suas próprias mãos.
Cabe a você saber com que intensidade vai viver isso !

=Letícia Thompson=

Amar-te =Autor desconhecido=


A noite finda devagarinho
O vento sopra lá fora ,o frio
A janela range,a porta bate
A porteira geme se abrindo
A cerração branqueia os campos
O lagos se branqueiam de neblina
Parece que nuvens nascem no chão
Que sai dos matos em bolas de algodão
Devagarinho canta o passarinho
Ao longe galos empoleirados cantam
O gado muge em bafejadas brancas,
E cascos de cavalos compassam em trotadas
É hora de te abraçar neste fim de madrugada
Beijar teus olhos para acordar
Para aninhar-me em teus braços,acarinhar
Acalentar-me em teus beijos quentes,
Saciar meus desejos de ti ,no amanhecer
Nesta sinfonia da natureza tão fria
Mergulhar em tua beleza ,navegar em sonhos
Te amanhecendo dentro de mim fazendo amor.

=(A.D)=

Delicadeza =Arnalda Rabelo=


Hoje eu só queria
Cobrir-me com vestes florais
Buscar água na fonte
Regar as margaridas da minha janela
Conversar com elas
Calçar meus pés com palavras de paz
Fazer um doce
Escrever um poema...

=Arnalda Rabelo=

O Tempo =Arnalda Rabelo=


Não apresses o tempo!
Rico em sabedoria
conduz-nos suavemente
sem burlar curvas
driblar caminhos

Ah o tempo!
Faz-nos crer
em um mundo invisível
soberano...
Em uma força maior que os sonhos,
que os planos...

É coerente
sensato...
Traz respostas que os lábios
não ousou falar,
e o coração não soube explicar

Não apresses o tempo!
=Arnalda Rabelo=

Poema de Amor =Arnalda Rabelo=


Nunca mais escrevi um poema de amor
Hoje abri as gavetas onde guardei as letrinhas
Só o teu nome, consegui compor

Lembrei-me dos teus olhos doces
Da ternura das tuas mãos...
Qual estrela te levou?

Onde estás?
Devolva as minhas rosas
Preciso tecer um poema de amor.

=Arnalda Rabelo=
(Tela- Vladimir Volegov)
(Arnalda Rabelo)

Pétalas de Amor =(Arnalda Rabelo)=


Quando ouço pelas manhãs
as doces melodias do dia
minh’alma sussurra seu nome
na esperança que o vento
leve até você
pétalas de amor.

Hoje eu acordei brincando
com as estrelas da minh'alma
Colhi o orvalho
do dia
como se fosse poesia.

É sublime permitir o surgir da flor
em meio aos espinhos.

(Arnalda Rabelo)

Duas estrofes de =Augusto dos Anjos=


A queda do teu lírico arrabil
De um sentimento português ignoto
Lembra Lisboa, bela como um brinco,
Que um dia no ano trágico de mil
E setecentos e cincoenta e cinco,
Foi abalada por um terremoto!

A água quieta do Tejo te abençoa.
Tu representas toda essa Lisboa
De glórias quase sobrenaturais,
Apenas com uma diferença triste,
Com a diferença que Lisboa existe
E tu, amigo, não existes mais!

= Augusto dos Anjos=

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